Código: 184

Sem Rosto, Família ou Nome (Digital)

Modelo: Digital


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Conheci o trabalho do Markão em 2009, em um evento de RAP, numa casa de shows em São Sebastião/DF. Lá estava Marcus Dantas divulgando seu CD “Dia e noite. Dia açoite. Noite Fria”, num “stand” montado com duas mesas de bar. A primeira, forrada com uma bandeira do Brasil grafitada, e a segunda, com uma bandeira do MST. Logo percebi que não era apenas mais um Rapper no meio de tantos presentes, mas sim um militante que se utiliza de ritmo e poesia para incomodar quem não se incomoda mais, pra movimentar os estáticos, pra dar um tapa no comodismo e na passividade e convocar a juventude para protagonizar as mudanças que nossa sociedade tanto precisa. O “trampo” do Aborígine vai muito além de mero denuncismo. É ativismo puro! Por intermédio do Coletivo ArtSam, promove Cineclube nas quebradas, Saraus nas garagens das periferias de Brasília, intervenções pedagógicas nas Escolas Públicas e apresentações em atos promovidos pelos movimentos sociais. Parafraseando Paulo Freire “temos que encurtar a distância entre o discurso e a prática, até que o nosso discurso seja a nossa prática”. E é isso que esse herdeiro do “repente” faz. Sua prática é referência para muitos que o enxergam como um verdadeiro líder que não está preocupado em ter muitos seguidores, mas sim em 10 formar novas lideranças comprometidas com a transformação. Sérgio Vaz, com certeza, o definiria como um revolucionário, ou seja, “que tem vontade de transformar o mundo e coragem para começar por si”. É com muito orgulho que apresento essa obra que, sem dúvidas, é um marco para o HIP HOP de Brasília. “Sem Rosto, Família ou Nome” resgata nossa capacidade de nos indignar com as mazelas e violências que nos cercam. Porém, o despertar dessa “fúria” vem regado de muito amor. Apropriar-me-ei de um trocadilho muito utilizado pelo Markão para afirmar que as poesias presentes neste livro são indispensáveis para todos os “amadores”, não por falta de profissionalismo, mas por excesso de amor. É com muito amor e muita fúria que convido todos a mergulhar na poesia revolucionária de Markão Aborígine.  
Boa leitura!

Francisco Celso Leitão Freitas 

Autor: Markão Aborígine
Editora: Popular Poesia em Coletivo 
Colaboração: Rodriggo Misquita e Sarentaty Inês 
Arte Capa: Peterson ‘ptr’ Piloto 
Apoio: Livraria Moinho de Vento 
Contato: aboriginerap@gmail.com 

 

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